A arte da não conformidade – e porque o livro não é para todo mundo

Um dos livros que me inspirou a romper com alguns padrões e abandonar a zona de conforto foi o incrível “A arte da não conformidade” do autor Chris Guillebeau. Nos últimos anos, Chris realizou o sonho de conhecer todos os países do mundo, escreveu o livro, relatou sua jornada em um blog, e provou que ninguém precisa viver sua vida da forma como o mundo espera.

Logo nos primeiros capítulos do livro, ele deixa claro que o texto não serve para todo mundo: “Você deve aspirar ir além do que vê ao seu redor. Se estiver satisfeito com a sua situação, desejo-lhe tudo de bom – mas este livro não o ajudará. Você deve estar insatisfeito com o status quo“, afirma. O livro, assim como o blog de mesmo nome (em inglês), lançam estratégias não convencionais para viver a vida segundo suas próprias regras, e é direcionado para “pessoas não convencionais realizando coisas notáveis”. É como um guia para eliminar as crenças padrão que nos impedem de realizar nossos planos.

Na opinião do autor, os sonhos não convencionais requerem planejamento para ser colocados em prática, como qualquer outro plano. “Muitas pessoas tem grandes sonhos e ideias, mas elas geralmente não as transformam em prática. Eu gosto de identificar objetivos e alvos. Não quero apenas sonhar acordado – quero de fato cumprir aquilo que desejo”, completa.

Uma das partes mais interessantes do livro, em minha opinião, é quando Chris define as pessoas chatas e medianas: aqueles que seguem o fluxo do que o mundo espera. E, definitivamente, não gosto de pensar em ter de me encaixar em qualquer uma das ideias a seguir:

– Aceite tudo que disserem a você.

– Não questione seus chefes ou superiores.

– Vá para a faculdade porque todo mundo vai, e não porque você quer aprender algo novo.

– Passe 40 horas por semana sentada no escritório, cumprindo uma média de 10 horas produtivas.

– Visite o exterior uma ou duas vezes na vida, sempre um lugar fácil e tranquilo.

– Faça o financiamento mais caro que você puder e passe 30 anos pagando.

– Não tente aprender outro idioma, uma hora todo mundo vai falar a sua língua.

– Pense em escrever um livro, mas nunca escreva.

– Pense em abrir seu próprio negócio, mas nunca abra.

– Não se destaque nem chame atenção.

– Siga no embalo. Assinale caixinhas.

“Quase todo mundo afirma ter uma cabeça aberta, mas a maioria se incomoda profundamente com a mudança”, diz Chris. A maioria das pessoas acha que já não é possível a aventura por um caminho diferente. Acham que não há nada para explorar e consideram loucos aqueles que decidem dar lugar a emocionantes narrativas de vida. Aceitam o status quo e acabam ignorando ou marginalizando aqueles que decidem levar uma vida diferente – ou praticamente qualquer pessoa que não seja como elas mesmas.

Por isso o livro “A arte da não conformidade” vem para sacudir esse conceito. Mas não se engane: o livro não serve mesmo para todo mundo. A ideia central – de que você não precisa viver como os outros esperam que você viva – não é tão simples assim. Colocá-la em prática requer coragem e determinação.

Ainda vou falar muito do livro “A arte da não conformidade” aqui no blog. E você, acha que o livro pode ajudar na sua jornada? Deixe seu comentário ou mande sinal de fumaça: contato@nuvemdecogumelo.com

  1. Ana Catarina

    novembro 18, 2016 at 2:34 pm

    Eu simplismente amo esse livro!

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