Mas você vai sozinha?

Estar sozinho é importante por dois motivos: aprender a gostar da nossa própria companhia, e ter a liberdade de fazer o que temos vontade. Em casa, sozinhos, por exemplo, podemos dançar em frente ao espelho sem julgamentos. Quando ninguém está olhando, a gente é a gente mesmo, né? Por isso gosto, às vezes, de estar sozinha. Gosto de ficar comigo mesma em meus pensamentos, entender a amplitude e a profundidade dos meus sentimentos, dançar. Viajar sozinho é uma baita oportunidade para experimentar essa sensação.

Viajar sozinho torna você mais aberto, mais livre para tomar decisões. Quando você está sozinho, você experimenta o mundo pelo seu próprio filtro, e não pela perspectiva de outras pessoas. Quando tomei a decisão de viajar sozinha, não foi por escolha. Eu simplesmente não encontrei ninguém que pudesse viajar comigo naquele momento. Eu tinha duas opções: ficar em casa, ou ir sozinha. Fui sozinha, claro.

Viajei para a Califórnia e sei que esse não é um destino nada ousado, mas minha decisão de ir sozinha foi uma das melhores escolhas da minha vida. Descobri que  começar sozinha não significa ficar sozinha o tempo todo. Encontrei muitas pessoas fascinantes que viajavam sozinhas, como eu. E fiz uma melhor amiga: eu mesma.

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Quando eu fiz essa viagem, em junho deste ano, ainda não tinha sido publicado o livro “Mas você vai sozinha?” da Gaía Passarelli, uma jornalista de 39 anos e 24 países no currículo. Lançado em setembro pela Globo Livros, tem 176 páginas de crônicas que nos conduzem de um modo agradável pelas experiências de viagem da autora.

Gaía Passarelli quer inspirar outras mulheres a fazerem o mesmo. “Não é só viajar. Mesmo que seja em sua casa, em sua cidade, é aprender a estar com você mesma, a gostar de sua própria companhia. É um empoderamento necessário” diz ela. O livro não trata sobre a decisão de largar tudo e sair por aí, nem traz roteiros turísticos detalhados. São textos que falam sobre ser mulher, e ao mesmo tempo ser livre para viajar sem companhia, sem medo e sem preconceito.

Viajar sozinho tem vantagens e desvantagens, como quase tudo na vida. Quando viajamos sozinhos, temos independência e controle sobre nosso tempo e nosso ritmo. Podemos fazer só as coisas que nos interessam, comer o que gostamos, dormir e acordar a hora que quisermos. A gente vai aonde quiser e quando quiser, sem ter que esperar por ninguém. Além disso, a gente fica mais aberto aos outros – é muito provável que se experimente a ajuda de estranhos.

“É verdade que numa viagem solo a gente sente falta de ter alguém para rir junto, pedir opinião ou dividir uma taça de vinho. E dá muito valor quando tem uma pessoa ao seu lado depois. Mas também é verdade que a gente descobre que a nossa própria companhia, na maior parte das vezes, é mais do que suficiente: é ideal”, diz a autora do livro. Super concordo, e super indico a leitura!

No próximo post eu conto como foi minha experiência viajando sozinha para o exterior. Enquanto isso, me conta nos comentários: você costuma viajar sozinho? Beijos e até a próxima!