A mágica transformadora do foda-se

Cenas de uma vida real: são oito horas da manhã e a garota já foi à academia, já encontrou com uma amiga na cafeteria e passou no supermercado comprar seu suco de goiaba para o lanche das dez. Agora, corre em direção à empresa onde trabalha como executiva de contas. Ao meio-dia, come um sanduíche rapidamente, porque marcou uma escova no salão de beleza e tem uma prova de roupas na loja que patrocina seu blog de moda, outro de seus compromissos profissionais.

À tarde, volta ao trabalho que lhe garante um salário mensal, e ao final do dia sai para uma caminhada fotográfica, a fim de registrar alguns clicks com sua nova câmera profissional – mais um de seus hobbies. O cinema com as amigas fica para as nove horas da noite, afinal, ela não abre mão de ver pelo menos três filmes por semana – o cinema é sua grande paixão.

Ao chegar em casa, antes mesmo de tomar banho e tomar um copo de chocolate diet, a garota vai alimentar suas duas páginas no facebook – uma sobre moda, a outra sobre psicologia, já que esta é a sua primeira formação acadêmica. Quase meia-noite, ela recebe um telefonema da ONG de proteção aos animais, da qual é voluntária, para o agendamento de uma reunião no final da tarde do dia seguinte. Ufa.

Isso tudo acontece de verdade, e não só para uma garota como esta, na casa dos vinte e poucos anos, mas para grande parcela desta geração. Somos a geração do cérebro superestimulado, ligados 24 horas nas redes sociais, antenados com as notícias do mundo atual e cheios de atividades diárias. Mas até que ponto essa vida cheia de obrigações a cumprir é interessante? Há uma espécie de competição onde vence aquele que tem mais assuntos a tratar?

Nesse tempo de excessos (de informação, de urgência, de atividades, de interesses e de velocidade), eis que surge um livro que ensina a renegar tudo isso. “A mágica transformadora do f*”, de Sarah Knight, editado pela Rocco, é um guia corajoso para ajudar as pessoas a eliminarem tudo aquilo que tira o fôlego na vida. Sem culpa.

Sarah Knight percebeu que poderia parar de se importar tanto com algumas coisas, como compromissos desnecessários, dramas familiares e a tão temida opinião alheia, simplesmente acionando a palavrinha mágica: foda-se. E resolveu colocar todo o seu aprendizado no livro, que ensina o passo a passo para não desperdiçar tempo, energia e dinheiro com coisas que não melhoram em nada a vida pessoal.
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A autora teve inspiração em outro livro (que também já li e é maravilhoso): “A mágica da organização”, da japonesa Marie Kondo, que trata da organização da casa como uma forma de terapia e autoconhecimento. A partir da doação e do descarte de coisas que já não servem mais, Marie Kondo diz que a vida da gente passa a ter espaço para coisas que realmente tem significado. Com essa mesma abordagem, “A mágica transformadora do f*” mostra que, jogando fora o excesso de obrigações e lixo mental, nossas gavetas internas vão ganhando espaço para coisas novas e importantes. Ou seja, excelente e obrigatória leitura, minha gente!

Há algum tempo tenho me dedicado à leitura de livros como esse. Não considero autoajuda (embora as editoras categorizem dessa forma), e sim livros que indicam caminhos. Acredito que a transformação acontece de dentro pra fora, e leituras como essa são inspiradoras pra gente ver realmente como é possível. Ainda vou falar bastante sobre isso por aqui, especialmente sobre o desapego: de coisas, de padrões, de regras, das obrigações de ser, ter e fazer. Mas agora me conta: você está curtindo o conteúdo do Projeto Nuvem de Cogumelo? Você pode assinar a newsletter para receber textos e dicas diretamente na sua caixa de entrada! E deixa um sinal de fumaça pra mim nos comentários? Até a próxima!

  1. Paolla

    dezembro 6, 2016 at 3:12 pm

    Simplesmente uma grande verdade. Temos que limpar nossas gavetas. Obrigada Deni pelo otimo texto. Sucesso sempre.

    1. Deni

      dezembro 9, 2016 at 2:13 pm

      Obrigada você por ter lido e gostado, Paolla! Um grande beijo!!

  2. Italo

    Janeiro 1, 2017 at 12:03 am

    Esse é um dos segredos da paz interior, se não for o mais importante, a capacidade de dar valor a si mesmo, de ter você mesmo como prioridade. Conheci seu blog agora, muito bom conteúdo, eu partilho dos seus pensamentos… Parabéns.

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