Paris: uma abordagem não convencional

Entrega. Essa foi a palavra que usei para definir o sentimento na viagem a Paris. Depois do meu intercâmbio em Londres, encontrei quatro amigos brasileiros, passei a mão no marido recém-chegado e fomos – de ônibus – para a cidade luz. Não queríamos nada além de tirar uma foto com a Torre Eiffel ao fundo, prender um cadeado na Pont de Arts e caminhar lépidos e faceiros pela Champs-Élysees. Programinhas de turistas apressados, sabe? Era só o que queríamos. Porém, algo lindo aconteceu.

Reservamos um hotel perto do Museu do Louvre, por míseros três dias (ou dois?), pois dali partiríamos para Holanda, onde ficaríamos por mais alguns. Poxa, eram só três dias (ou dois? Juro que não lembro mais!) e a gente queria fazer tudo que fosse possível para explorar ao máximo a cidade. E nesse período tão curto a gente foi se dando conta de que bastava apreciar o tempo que tínhamos – e a coisa foi ficando maravilhosa. Tipo, estávamos em Paris!

Conosco, estava a Camila, uma amiga de longa data. Ela já havia morado na França e nos guiou lindamente pelas ruas e pelas pâtisseries. Não foi ela quem cunhou a frase “A felicidade só é real quando compartilhada”, mas bem que poderia ter sido. Puxando-nos pela mão, Camila nos passava sensação de que estávamos indo em direção a uma felicidade tão forte e verdadeira que, se esticássemos a mão, talvez pudéssemos tocá-la com a ponta dos dedos. Afinal, estávamos em Paris!

Como é de costume entre pessoas que se afinam, a gente foi apreciando juntos – todos os seis – os lugares que íamos conhecendo. Percebemos que havia muito a ser comemorado (tirando o fato de que estávamos lá em plena noite de ano novo)! Tomamos Champagne aos pés da torre. Fizemos pic nic de madrugada. Consideramos levar para casa cada croissant do hotel. Vivemos Paris, pura e simplesmente.

Tudo foi leve, despretensioso, e recheado com o nosso mais genuíno afeto. Sentimento de entrega, mesmo. Camila e eu decidimos tatuar a frase que foi dita durante toda a viagem: a felicidade só é real quando compartilhada. E fizemos isso, tão logo voltamos ao Brasil. Quase não tenho fotos da viagem – e todas foram tiradas com o celular. Mas isso não importa. Tenho certeza de que esses dias vividos por lá vão ficar na memória: minha, do Alessandro, da Gisele, do Jeferson,  da Camila e do Gilmar. E hoje, se posso dar algum conselho aos amigos sobre Paris, apenas digo: vá com as pessoas que você ama. Paris ficará muito mais maravilhosa, prometo pra você.