Vale a pena começar do zero?

Escrevi este texto em março de 2017, mas tenho recebido tantas mensagens de pessoas que pedem minha opinião a respeito desse assunto… que resolvi republicar o texto hoje. Já que estamos com um pé quase ali em 2018, acho que vale a pena fazer essa reflexão. Este texto é para aquelas pessoas que querem uma mudança de vida, querem sair da zona de conforto, mas constantemente se perguntam: será que vale a pena começar do zero?

Quando não nos sentimos mais desafiados no trabalho, não temos motivação, já aprendemos tudo que tínhamos para aprender e não há mais possibilidade de crescimento, sorry baby… está na hora de mudar! Comigo foi assim: em um determinado momento da carreira, comecei a sentir uma inquietação, um desejo interno e verdadeiro de explorar novas possibilidades. Ocupava uma posição de destaque na empresa, mas sentia que meus desafios e objetivos já estavam resolvidos: decidi então mudar de trabalho.

A minha inquietude foi o ponto de partida, mas por si só não me levou a mudar. Foi preciso coragem e planejamento. No livro A arte da não conformidade, de Chris Guillebeau, há um trecho que diz: quando não souber ao certo se deve dar um salto de fé, salte. Você se arrependerá muito mais das coisas que não fizer do que qualquer coisa que fizer, de forma que é melhor experimentar coisas novas!

Mas para muitas pessoas, a insegurança de começar algo novo – seja um novo trabalho, um novo negócio ou qualquer atividade diferente do que já vem se fazendo – traz a dúvida: vale a pena começar do zero? Pois agora vou dar uma boa notícia: nunca começamos nada do zero! Sempre trazemos conosco a nossa bagagem de vida. Começar algo aos 30 anos de idade é começar algo com 30 anos de experiência. Em um nível pessoal, somos o resultado de todos os anos já vividos até aqui. Nada é como já foi antes! Temos mais repertório do que há 10 anos, trabalhamos melhor nossas habilidades, somos emocionalmente mais preparados.

É nesse cenário cheio de possibilidades que entra o tão falado planejamento! Isso mesmo, planeje sua mudança! Não dá para deixar as coisas simplesmente acontecerem sem ter o mínimo de controle sobre elas, né? Em vez de pensar em como você pode encaixar o seu trabalho nas vagas disponíveis no caderno de empregos do jornal local, pense em quais empresas VOCÊ gostaria de trabalhar. E se não houver essa possibilidade, talvez seja a hora de empreender – é uma mudança de mentalidade, porque somos acostumados a olhar para os empregos tradicionais, e esquecemos dos nossos reais talentos.

Estabeleça objetivos. Quer sair da empresa onde trabalha? Dê um prazo para que isso aconteça. Guarde dinheiro. Encaminhe currículos. Utilize o seu networking. Ou seja, trace planos de ação para que a mudança aconteça. O mesmo vale para qualquer decisão – seja viajando para outros país, seja criando o próprio negócio, seja mudando de profissão… planejamento é a palavra chave.

E agora pergunte a você mesmo: o que de pior pode acontecer nessa mudança? Se algo der errado, isso pode ser incrivelmente transformador, porque ajuda a ver as coisas de outra perspectiva. Quando refletimos sobre nossas inseguranças, geralmente descobrimos que temos medo do fracasso, medo do sucesso e medo da mudança. Ao trabalhar isso, percebemos que o medo de mudar é menos intenso do que o medo de permanecer na mesma situação. Como já disse Chris Guillebeau, há maneiras mais fáceis de viver, mas, para muitos de nós, elas são muito menos gratificantes!

Encontro você no próximo texto. Enquanto isso, deixe seu comentário e assine a nossa newsletter. Um beijo, com amor.

  1. Alessandra Fiuza

    dezembro 11, 2017 at 1:21 am

    Excelente! Bem o que precisava ler.

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