Zona de Conforto: pule fora dela agora mesmo!

Quando a gente não quer mais estar onde está, só há uma coisa a fazer: mudar. Ou continuar onde está. Isso vale para um trabalho, um relacionamento, uma cidade, um país. Vale para qualquer coisa que podemos chamar de zona de conforto.

Eu queria muito dizer que sair da zona de conforto não dá medo. Mas dá. Dá um medão danado. E por isso mesmo tem muita gente que não consegue deixar esse lugar quentinho e seguro, que não oferece riscos – um lugar que de confortável só tem o nome.

Não há nada de errado em querer continuar onde está. Claro que é possível estar completamente satisfeito com a vida profissional, amorosa e social – e que bom que tem muita gente feliz assim! Mas a vida é um laboratório onde estamos constantemente experimentando e criando, e a segurança é uma ilusão. Nem mesmo o lugar mais seguro e confortável do mundo pode realmente ser seguro e confortável o tempo todo.

Por isso, acredite: a zona de conforto está longe de ser um lugar confortável. Somente fora dela é que podemos crescer, transformar, criar e mudar. Quer saber como pular fora da zona de conforto? Confira alguns conselhos modestos:

Saia da rotina. Coma em restaurantes diferentes, conheça lugares em bairros distantes, faça um caminho novo para o trabalho. Viaje. Não importa quanto dinheiro você tenha, faça pequenas viagens para cidades vizinhas, de ônibus, de carro, de carona. O mundo é muito maior do que nossa vista alcança. 

Pare de reclamar. Quanto mais você reclama, menos sai do lugar. O hábito de reclamar de tudo faz com que não enxerguemos o que está bem na frente do nosso nariz. Portanto, pare de reclamar e comece a pensar em soluções para mudar a situação. Quer mudar de emprego? Comece pesquisando vagas. Gostaria de viajar mas não tem dinheiro? Trace um plano para economizar um pouco todos os meses. Quer terminar um relacionamento tóxico? Chame o parceiro para uma conversa e façam um acordo amigável. Se a gente começar a agir em vez de ficar parado, reclamando, as coisas começam a ficar diferentes, como num passe de mágica.

Tenha objetivos. De nada adianta querer sair da zona de conforto e deixar os acontecimentos definirem sua vida. Planeje. Defina quando, onde e como quer estar, com objetivos a curto, médio e logo prazo. Coloque uma data na agenda e pense em estratégias para chegar ao objetivo. Eu tenho um hábito infalível: uso um caderninho de anotações em que vou colocando tudo que preciso fazer para atingir um determinado objetivo. Não importa a ordem das tarefas, pois quando vou fazendo cada uma delas, arranco a folha e parto para a próxima. Você pode usar esse método ou escrever no celular, em lembretes, na agenda, onde quer que você decida. Mas não deixe de escrever: o ritual da escrita faz o cérebro trabalhar melhor naquela tarefa.

Estabeleça prioridades. Não podemos ter tudo ao mesmo tempo. Quer fazer um mestrado? Vai ter que deixar de lado aquele curso de artesanato. Pretende estudar francês? Escolha um dia da semana para se dedicar ao idioma. E assim por diante. Se você tem um objetivo claro, faça de tudo para atingi-lo, inclusive deixando para trás coisas menos importantes.

Aprenda algo diferente. Para sair da zona de conforto, é interessante treinar nosso cérebro com coisas menos habituais. Por exemplo, se você nunca cozinhou e sente falta dessa habilidade, faça um curso de culinária. Quer aprender a pintar quadros? Matricule-se em um curso de pintura. Quando aprendemos algo diferente, no início é mais difícil, mas depois vamos percebendo que se torna algo natural. Assim é com a zona de conforto: quando damos um passo fora dela, nunca mais voltamos ao estado anterior. Tem uma lista de sites interessantes para aprender algo diferente aqui.

É com os primeiros passos que vamos nos sentindo seguros para pular fora da zona de conforto. Eu posso garantir que todos aqueles que saíram da zona de conforto se arrependem de não ter feito isso antes: afinal, como pude ficar tanto tempo naquele lugar escuro?

Conta pra mim aqui nos comentários: você já saiu da zona de conforto alguma vez?