Você está mesmo pronto para largar o emprego?

Todo mundo concorda que um trabalho bom é aquele que nos realiza e nos deixa felizes – mesmo que em alguns momentos seja chato ou burocrático. Quando não nos sentimos mais desafiados, não temos motivação, já aprendemos tudo que tínhamos para aprender e não há mais possibilidade de crescimento, sorry baby… está na hora de mudar! Mas será que você está pronto para largar seu emprego?

Dizem os especialistas que todos nós temos um ciclo de cinco anos para o amadurecimento e a realização de um desafio. Isso vale para o trabalho. Nos primeiros oito meses, é a adaptação ao novo, a apropriação do ambiente, do cargo e da cultura da empresa. Nos anos seguintes, vamos plantando sementinhas, e a partir do terceiro ano é que colhemos os frutos. Depois disso, se não houver uma renovação – de cargo, de salário ou de desafios – a curva vai decrescendo. Você já percebeu isso?

Se as pessoas não se sentem desafiadas, não se reinventam, o ciclo dá sinais de que está no fim. Em uma das empresas que trabalhei, senti exatamente isso: em determinado momento, comecei a ter uma inquietação, um desejo interno e verdadeiro de explorar novas possibilidades. Ocupava uma posição de destaque, e me perguntava: “como ouso me sentir assim? Este é o trabalho dos sonhos para muita gente!” Sabe? Mas meus desafios e objetivos já estavam resolvidos! Não havia mais o que fazer. Senti que era o momento de mudar de empresa, e não escolher o mais fácil – me acomodar numa rotina de manutenção daquilo que eu já havia conquistado.

Ao longo desse processo de desassossego interno, fui descobrindo que haviam outras possibilidades em empresas igualmente interessantes. A inquietude foi o ponto de partida, mas por si só não me levou a mudar. Foi preciso coragem e planejamento (eita, eu falo muito essa palavrinha por aqui, né não?)

As pessoas apreciam a mudança quando elas decidem pela transformação, e isso pode ocorrer mesmo quando tudo está aparentemente bem. No início, a insegurança quanto ao desconhecido é natural, podendo levar a uma certa resistência… O piloto automático e a zona de conforto falam muito alto nessa hora! Mas o que precisamos entender é que o incômodo interior por vezes ganha uma força que fica impossível ignorá-lo. E é exatamente neste momento que estamos prontos para largar o emprego.

Calma aí. Não estou incentivando ninguém a largar tudo sem rumo: a vida de cada um é super complexa, e não há fórmulas ou respostas simples. Mas se você sentiu que chegou a hora, e tem a possibilidade de jogar tudo para o alto – surgiu um novo cargo, uma nova empresa ou até mesmo uma nova carreira, vá correndo. Lá na frente, você vai olhar pelo retrovisor e constatar que fez escolhas no mínimo desafiadoras.

Baseada na minha própria experiência, escolhi alguns pontos importantes para ajudar as pessoas a refletir, antes de chutar o balde definitivamente (pra mudar de trabalho ou apostar em uma nova área):

  • Mesmo sem saber exatamente o que queremos, a gente consegue identificar perfeitamente o que não queremos. Já é um começo: você pode eliminar alternativas. Por exemplo, a empresa que oferece uma vaga não tem nada a ver com o que você gosta? É uma pista útil para riscar da sua lista.
  • Faça escolhas adequadas aos seus valores. O que faz seus olhos brilharem?
  • Pense no seu momento de vida. Comece respondendo perguntas  como: que tipo de trabalho eu gosto de desenvolver? Quais as minhas necessidades pessoais indispensáveis? Que estilo de vida estou disposto a levar para atingir meus objetivos profissionais?
  • Conheça as opções do mercado. Qual empresa você considera dos sonhos? Liste possibilidades. Verifique se você precisa de competências ou habilidades que ainda não tem, e trace objetivos.
  • Planeje com antecedência. Se você simplesmente não aguenta mais estar onde está, mas não tem dinheiro para simplesmente chutar o balde e pedir demissão, comece a economizar. Junte dinheiro suficiente para ficar um período procurando um novo trabalho (ou especializando-se para uma nova carreira). Com planejamento, acredite, não fica difícil.

A nossa geração é chamada de imediatista, apressada e questionadora. Mas não é por acaso: a gente já chegou ao mundo do trabalho com um volume incrível de informações, atuando em rede e convencidos da velocidade da vida. Diante de tantas alternativas, nossa trajetória já não vai mais ser encerrada com a aposentadoria. Por isso surge uma inquietude que nos leva a colocar em xeque algumas escolhas, romper com o status quo e buscar novos caminhos!

Escreva pra mim, me xingue ou mande sinal de fumaça, quero muito saber se está gostando dos assuntos tratados aqui! Pode deixar um comentário, vou responder com amor!

  1. Francielle

    Janeiro 25, 2018 at 6:34 pm

    Deni, obrigada por compartilhar suas experiencias.
    Você tem me ajudado muito a finalmente me encontrar.

  2. Deni

    Janeiro 27, 2018 at 2:53 pm

    Fran, querida, obrigada pelo comentário! Vamos juntos nos encontrando, né? Beijo grande!

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